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O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deixou o Hospital DF Star, em Brasília, por volta das 18h30 desta quinta-feira (1º), após oito dias de internação. Ele foi encaminhado de volta à Superintendência da Polícia Federal, onde cumpre pena por tentativa de golpe de Estado. A alta médica ocorre no mesmo dia em que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou o pedido de prisão domiciliar apresentado pela defesa.
Bolsonaro havia sido hospitalizado na véspera de Natal (24) para tratar uma hérnia inguinal bilateral, corrigida em cirurgia no dia 25. Durante a recuperação, o ex-presidente enfrentou crises persistentes de soluço, o que exigiu intervenções para o bloqueio do nervo frênico nos dias 27 e 29 de dezembro. Segundo o boletim médico, ele também apresentou oscilações na pressão arterial e iniciou tratamento para apneia do sono durante o período.

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A defesa do ex-presidente havia protocolado um pedido de prisão domiciliar humanitária na última quarta-feira (31), alegando a necessidade de cuidados específicos pós-operatórios. Os advogados chegaram a solicitar que a permanência no hospital fosse estendida até que o STF decidisse sobre o tema.
Contudo, ao negar o pleito, o ministro Alexandre de Moraes fundamentou que os laudos indicavam melhora no quadro clínico e ausência de agravamento que justificasse a medida. O magistrado também citou a falta de requisitos legais e a manutenção do risco de fuga para manter o cumprimento da pena em regime fechado.

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A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que acompanhou o marido durante a internação, deixou a unidade hospitalar em um veículo particular pouco antes da saída do comboio da Polícia Federal. Bolsonaro agora deve seguir as recomendações de fisioterapia e reabilitação dentro das instalações da PF.
Texto e Publicação Danilo Telles/Jornalista | Grupo Metropolitana