Foto: Reprodução
A captura ocorreu por volta das 3h da manhã na Venezeula deste sábado (3) e, desde então, já gerou movimentações geopolíticas em todo o mundo.
A divulgação da primeira fotografia de Nicolás Maduro sob custódia dos Estados Unidos, neste fim de semana, revelou detalhes sobre os protocolos utilizados pelas tropas de elite norte-americanas durante a operação no Forte Tiuna, em Caracas. Na imagem, Maduro aparece vestindo roupas esportivas, com as mãos algemadas e utilizando dispositivos que bloqueiam a visão e a audição.

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De acordo com analistas militares consultados pela reportagem, o uso de vendas e fones de ouvido isolantes é uma prática padrão em capturas de alto valor. O objetivo é duplo: impedir que o detido identifique os rostos dos agentes da Força Delta e desorientá-lo geograficamente, dificultando qualquer tentativa de reação ou fuga durante o transporte.
Além do isolamento sensorial, Maduro aparece na foto segurando uma garrafa de água e utilizando um colete salva-vidas inflável. Segundo Mark Cancian, coronel reformado do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA, os itens fazem parte dos protocolos de saúde e segurança para transporte marítimo e aéreo.

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A vestimenta e os acessórios indicam os seguintes pontos:
Bloqueio de olhos e ouvidos para garantir o sigilo da missão e dos métodos empregados.
Uso de colete salva-vidas e luzes químicas (etiquetas coloridas) para identificação em voos noturnos sobre o oceano.
O uso de agasalho esportivo reforça a versão de que a captura ocorreu durante a madrugada, surpreendendo Maduro antes que ele conseguisse acessar uma sala segura no complexo militar venezuelano.

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O ex-mandatário e sua esposa, Cilia Flores, foram transportados de helicóptero para o navio de guerra Iwo Jima e devem seguir para Nova York via Cuba. Maduro enfrentará a Justiça dos Estados Unidos por acusações que incluem conspiração para o narcoterrorismo, tráfico de cocaína e crimes relacionados a armas de fogo.

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Embora a defesa venezuelana tenha solicitado provas de vida e questionado o tratamento dado ao detido, especialistas reiteram que os procedimentos visíveis na imagem são habituais em operações de aplicação da lei conduzidas por forças especiais.
Texto e Publicação Danilo Telles/Jornalista | Grupo Metropolitana