Foto: Danilo Telles / TV Metropolitana
Operação Quebrando a Banca apura movimentações suspeitas milionárias e cumpre mandados em cinco cidades
A Polícia Civil investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro associado à exploração de jogos de azar no interior de São Paulo. A apuração faz parte da Operação Quebrando a Banca, deflagrada nesta terça-feira (13), com cumprimento de mandados em cinco cidades do interior paulista.
Segundo a polícia, o grupo é suspeito de ter movimentado cerca de R$ 97 milhões, valor identificado por meio de relatórios de inteligência financeira. A investigação aponta que o dinheiro tinha origem principalmente no jogo do bicho e era ocultado por meio de empresas e pessoas físicas.
Ao todo, oito pessoas são investigadas, mas não houve prisões. Foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão em Ribeirão Preto, Mogi Mirim, Santa Rosa de Viterbo, São João da Boa Vista e São Paulo.
Durante a operação, foram apreendidos dez veículos, incluindo modelos de luxo, além de celulares, notebooks, tablets e computadores, que serão analisados.
A polícia identificou casos de investigados com renda declarada baixa que movimentaram milhões de reais por meio de transferências bancárias. Em outro caso, um dos alvos teria movimentado R$ 25 milhões em dinheiro vivo e comprado um imóvel de cerca de R$ 800 mil, pago em espécie.
De acordo com a Polícia Civil, parte dos investigados pode estar ligada a réus já condenados em um processo criminal em junho de 2025. O esquema, segundo as apurações, teria começado em 2013 e continuou em operação ao longo dos anos.
Segundo o delegado Ivan Luis Constâncio, da Divisão Especializada em Investigações Criminais (Deic) de Piracicaba (SP), com a aquisição de bens e a evolução das investigações, a movimentação total pode chegar a R$ 500 milhões. A polícia afirma que toda a operação financeira passava por uma empresa de apostas on-line com sede em Ribeirão Preto, que está legalmente constituída, mas teve valores de origem suspeita aplicados.
Os investigados devem responder por lavagem ou ocultação de bens, associação criminosa e exploração de jogos de azar. Os nomes não foram divulgados, e as investigações continuam.
*Com informações do g1 Ribeirão e Franca
Por: Da redação