Ragnar, um pastor belga de seis anos, morreu após complicações renais; animal ficou conhecido por encontrar cofre-bomba escondido em parede.
Policiais militares do 12º Batalhão de Ações Especiais da Polícia Militar (Baep) realizaram, nesta segunda-feira (2), um cerimonial de despedida para o cão farejador Ragnar, em Araçatuba (SP).
O animal, um pastor belga de malinois de seis anos, morreu no domingo (1º) em decorrência de problemas renais crônicos. Durante seu período de serviço, o cão foi responsável por apreensões expressivas, incluindo a localização de quase três toneladas de maconha.
Ragnar integrou o canil do Baep a partir de outubro de 2019, quando chegou à unidade com apenas quatro meses de vida. Sob a condução do cabo Carlos Augusto Marçon, o animal passou por treinamento especializado para atuar como cão farejador. Segundo a corporação, as principais características de Ragnar eram a alta energia e a docilidade, perfil considerado ideal para o trabalho policial.
Entre as ocorrências de maior destaque em que o animal atuou, constam:
Apreensão de drogas: Localização de cerca de três toneladas de maconha escondidas em um caminhão.
Busca e apreensão: Identificação de entorpecentes ocultos no interior de lâmpadas em estabelecimentos comerciais.
Explosivos: Descoberta de um cofre-bomba escondido dentro de uma parede, que continha também armas e munições.
Aos cinco anos, o cão foi diagnosticado com insuficiência renal crônica. Após avaliação no Hospital Veterinário da Polícia Militar, em São Paulo, foi constatado que Ragnar não apresentava mais condições de saúde para as atividades operacionais.
Com a aposentadoria precoce, o animal foi colocado para adoção e passou os últimos meses de vida em uma propriedade rural em Birigui (SP), sob os cuidados da família do empresário Fábio Delgado.
"Ele ficou conosco quase dois meses. Nossa família sempre acompanhou o trabalho dele e, quando soubemos da possibilidade de adotá-lo, aceitamos na hora", afirmou Delgado.
O velório foi realizado em um espaço cedido por uma empresa especializada em cremação de animais de estimação. De acordo com o proprietário do local, Guilherme Cardassi, o serviço foi prestado de forma voluntária como reconhecimento ao serviço prestado pelo animal à segurança pública.
Em nota publicada nas redes sociais, o 12º Baep destacou a lealdade e a eficiência do animal em suas missões. Após o cerimonial, o corpo de Ragnar foi cremado.
Texto e Publicação Danilo Telles/Jornalista | Grupo Metropolitana