Foto: Carla Fiamini
Diretoria do triênio 2026/2029 tomou posse, nessa segunda-feira (9/2), em sessão solene, na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp); promessas do Governo do Estado para a classe, até hoje não cumpridas, dominaram discursos durante cerimônia
O Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Sindpesp) defendeu, de forma contundente, a classe que representa, durante solenidade de posse de sua Diretoria para o triênio 2026/2029. No evento, realizado nessa segunda-feira (9/2), no Auditório “Franco Montoro”, da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), a presidente reeleita, delegada Jacqueline Valadares, reiterou a luta pela valorização real dos policiais civis, e “não mero palanque político”, em claro recado ao governador de São Paulo, Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos).
Em campanha quase quatro anos atrás, com a Segurança Pública como bandeira, o republicano prometeu que a Polícia Civil paulista estaria entre os melhores salários do País. Não cumpriu o combinado e a classe policial teme, agora, que a promessa volte à campanha deste ano - Tarcísio tem se colocado como pré-candidato à reeleição ao Palácio dos Bandeirantes.
Neste cenário, ainda pesa o impedimento a governantes de conceder reajuste de salário a servidores públicos no período de 180 dias que antecede as eleições. O prazo começa a contar em abril, ou seja, daqui a dois meses, e não há o mais pálido sinal de que o republicano concederá aumento à Polícia Civil e a outras Forças de Segurança do Estado antes disso.
A presidente do Sindpesp destacou, durante seu discurso de posse, a perda aproximada de 1,2 mil policiais civis somente em 2025, entre exonerações a pedido, aposentadorias e outros motivos. A delegada lembrou, ainda, que, apesar de conquistas obtidas com a Constituição Federal de 1988, há uma série de direitos sonegados à instituição até os dias de hoje:
“Como se não bastassem os baixos vencimentos, ainda não temos pagamento de hora extra, adicional noturno, auxílio-saúde, e progressão de carreira com critérios objetivos - só para citar algumas das negligências. A luta do Sindpesp continua, a fim de garantirmos que a carreira seja reconhecida e valorizada, e não seja mero palanque político”, afirmou Jacqueline, que comanda o Sindicato do Delegados desde janeiro de 2023 e foi releeita para a Presidência em 10/1.
A valorização da Polícia Civil dominou os demais discursos que marcaram a cerimônia. O deputado estadual Paulo Batista dos Reis (PT-SP) também lembrou das promessas feitas por Tarcísio, enquanto pontualmente ao maior Estado da América Latina. Para o petista, “ainda está em tempo (para cumprir o que foi anunciado para a categoria, no pleito de 2022), antes das restrições da lei eleitoral”, e conclamou aos policiais civis a continuarem unidos por suas reivindicações.
Já o deputado Delegado Olim (PP-SP) disse acreditar que “algum aumento poderá ser concedido ainda neste ano pelo governador de São Paulo aos policiais”.
O delegado-geral-adjunto da Polícia Civil, Gilson da Silveira, representando, na solenidade, na Alesp, o delegado-geral bandeirante, Arthur Dian, destacou a atuação do Sindpesp como entidade “responsável, técnica e propositiva, e que age com seriedade, competência e diálogo”.
Aclamação
A Diretoria empossada em ato solene nessa segunda-feira foi reeleita por aclamação e conduzirá a entidade até 2029.
Reconduzida à Presidência, Jacqueline assinou o termo de posse, ao lado da 1ª vice-presidente, delegada Márcia Maria Gomes Shertzman, e do 2° vice-presidente, delegado Ciro de Araújo Martins Bonilha. Completam a Diretoria da vigente gestão do Sindpesp outros 17 delegados, também presentes na solenidade.
O evento contou, ainda, com a presença de delegados de Polícia, de representantes de sindicatos e de associações de diversas carreiras da instituição, de integrantes dos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário, bem como de membros da sociedade civil organizada.
Texto: Da Redação
Publicado por Danilo Telles/Grupo Metropolitana