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A MOBILIDADE DE SANTA TERESINHA NÃO PODE SER REFÉM DE OBRAS SEM PRAZOS

Publicada em: 28/02/2026 15:32 -

Foto: Maycon Sacchi

O cotidiano de quem vive, trabalha ou estuda na região de Santa Teresinha, em Piracicaba, transformou-se em um teste de paciência nesta semana. Desde as 6h da última terça-feira (24), novas intervenções da concessionária Eixo-SP na Rodovia Luiz de Queiroz (SP-304) impuseram um nó logístico que transborda da estrada para dentro dos bairros, alterando itinerários de ônibus e travando as vias arteriais da nossa cidade.

O fechamento do acesso à Rua Nossa Senhora do Carmo e as mudanças nas linhas de transporte público (como a 400 e a 415) são medidas paliativas tomadas pela Prefeitura para tentar gerir o caos. No entanto, o que vemos é uma solução de "mordida e assopro": proíbe-se o estacionamento na Rua Dona Antonia para criar faixas de rolamento, enquanto o tempo de viagem dos passageiros que dependem do Terminal Vila Sônia e do Terminal Central aumenta consideravelmente.

A questão aqui não é a execução da obra em si — melhorias na infraestrutura são sempre bem-vindas e necessárias. O ponto central é a gestão da transparência. Como bem pontuado por moradores, a sociedade piracicabana exige celeridade e, acima de tudo, previsibilidade. Não se pode aceitar que uma das principais entradas da cidade seja submetida a "atropelos" de cronograma que afetam a economia local e o direito de ir e vir do cidadão.

O anúncio feito pelo prefeito Helinho Zanatta, diretamente de Brasília, de que retornou à cidade e cobrar alternativas da Eixo-SP, é o movimento político que se espera e é muito importante vindo de um gestor comprometido com a cidade. A mobilidade urbana de Piracicaba, que já sofre com gargalos históricos, não suporta mais intervenções que parecem ignorar a dinâmica de quem vive o dia a dia do asfalto.

É necessário que a concessionária não apenas execute a engenharia, mas apresente um plano de mitigação de danos que seja eficiente. Soluções como a integração de linhas em pontos estratégicos e a sinalização com agentes de trânsito ajudam, mas são apenas curativos em uma ferida que exige cicatrização rápida.

Como veículo de comunicação comprometido com a nossa região, o Grupo Metropolitana seguirá acompanhando de perto essa cobrança. A transparência nos prazos não é um favor da concessionária; é um dever para com o povo de Piracicaba. Santa Teresinha não pode parar.

Por Danilo Telles

CEO e Diretor do Grupo Metropolitana de Comunicação

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