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APÓS 10 HORAS DE AUDIÊNCIA, JUSTIÇA ENCERRA PRIMEIRO DIA DE OITIVAS SOBRE EXECUÇÕES DE PAI E FILHO EM PIRACICABA

Publicada em: 10/03/2026 01:20 -

Foto: TV Metropolitana

Em uma sessão que se estendeu por cerca de 10 horas, a Justiça de Piracicaba deu um passo decisivo nesta segunda-feira (9) na instrução do processo contra seis réus acusados de assassinar o empresário Felipe Roberto Casale e seu pai, Wilson Roberto Casale. O dia foi considerado produtivo pela acusação, com a oitiva da quase totalidade das testemunhas arroladas pelo Ministério Público — restando apenas duas para finalizar esta etapa.

Diante do volume de depoimentos e da complexidade do caso, o juiz agendou a continuidade da audiência para a próxima segunda-feira, 16 de março, às 9h30, no Fórum de Piracicaba. A sessão seguirá o formato presencial e, após a conclusão das testemunhas de acusação faltantes, será aberta a fase de oitivas da defesa, seguida pelos interrogatórios dos réus.

Foto: TV Metropolitana

Desde as primeiras horas do dia, o entorno do Fórum apresentou um cenário de vigilância rigorosa. Os réus chegaram ao prédio por volta das 7h30 da manhã sob forte escolta da Polícia Penal e da Polícia Militar. Para garantir a ordem e a integridade dos envolvidos, a Semuttran bloqueou as vias de acesso ao prédio, medida que deve ser repetida na próxima semana.

Em entrevista à TV Metropolitana, os advogados assistentes da acusação, Dr. Roberto Zago Alcarde e Dr. Eduardo Henrique Ciappina, comentaram sobre o andamento dos trabalhos e a importância da celeridade para que o caso seja finalmente submetido ao Tribunal do Júri. O promotor Aluisio Antonio Maciel Neto também ressaltou que a audiência presencial é fundamental para destravar a ação, que ficou paralisada por quase um ano devido a recursos da defesa no STJ.

O crime, investigado pelo Gaeco, expôs uma violenta disputa pelo controle de máquinas caça-níqueis na região. Segundo as investigações do MPSP:

  • Maio de 2018: Wilson Roberto Casale, de 56 anos, foi executado em um bar.
  • Março de 2024: Seu filho, Felipe Roberto Casale, de 37 anos, foi morto após dar continuidade às atividades do pai.

A denúncia aponta dois irmãos, líderes de uma organização criminosa ligada a uma facção, como os mandantes das execuções. O caso também revelou um braço de corrupção policial: em janeiro de 2025, a Justiça determinou a perda de cargo de dois policiais civis acusados de receber propina para ignorar os pontos de jogo explorados pelo grupo.

Até o momento, todos os réus negam as acusações e o processo segue para a fase final de instrução na próxima segunda-feira (16).

Texto e Publicação Danilo Telles/Jornalista | Grupo Metropolitana

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