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JUSTIÇA DE PIRACICABA RETOMA JULGAMENTO DE PM ACUSADO DE MORTES EM SHOW APÓS SUCESSIVOS ADIAMENTOS

Publicada em: 10/03/2026 21:41 -

 

Foto: Arquivo

O Tribunal do Júri de Piracicaba (SP) pautou para esta quarta-feira (11) o julgamento do policial militar Leandro Henrique Pereira, acusado de matar dois jovens e ferir outras três pessoas durante um show sertanejo em novembro de 2022. A sessão ocorre após o processo ser adiado por mais de cinco vezes, motivado por conflitos entre a defesa e o magistrado anterior, o que resultou na substituição do juiz por determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

O novo magistrado assume o caso após o antecessor processar criminalmente os advogados de defesa por ofensas pessoais, o que levou o ministro Messod Azulay Neto, do STJ, a entender que havia um conflito direto impedindo a continuidade do trabalho. O promotor Aluísio Maciel Neto criticou a decisão, alegando que o afastamento sem análise da turma julgadora gera "insegurança jurídica".

O Ministério Público sustenta que o PM efetuou os disparos após um desentendimento em uma festa na região do Unileste, vitimando fatalmente a estudante de odontologia Heloíse Magalhães Capatto, de 23 anos, e Leonardo Victor Cardoso, de 25 anos. Outras três pessoas foram atingidas, mas sobreviveram. Pereira responde por dois homicídios qualificados e três tentativas de homicídio.

A defesa do policial, composta pelos advogados Cláudio Dalledone, Renan Canto, Mauro Ribas e Renato Soares, afirma estar confiante na demonstração da inocência do réu quanto às acusações mais graves. Segundo a defesa, o réu teria agido sob excludente de ilicitude após sofrer agressão injusta no evento e que provas cruciais não foram apuradas pelo MP e pela investigação, alegando que havia outro policial armado no local que não foi investigado, além disso os advogados utilizarão uma tecnologia de recriação digital tridimensional do ambiente do show para simular o posicionamento das vítimas e a dinâmica dos fatos.

O episódio ocorreu em uma festa organizada pela Burn19 Produções, que na época declarou possuir autorizações legais e segurança particular no local. Além do réu principal, outros dois policiais presentes foram denunciados por prevaricação. Um deles firmou acordo judicial e teve o caso arquivado; a outra foi absolvida em primeira instância, mas o Ministério Público recorreu da decisão.

O julgamento desta quarta-feira deve contar com os depoimentos das vítimas sobreviventes e de testemunhas de ambos os lados.

Texto e Publicação Danilo Telles/Jornalista | Grupo Metropolitana

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