Foto: Arquivo MTV
O crescimento das intenções de voto do pré-candidato à Presidência Renan Santos (Missão) entre o eleitorado jovem acendeu o alerta no núcleo político do governo federal.
Segundo levantamento da AtlasIntel divulgado nesta quarta-feira (25), o líder do Movimento Brasil Livre (MBL) saltou de 15,9% em fevereiro para 24,7% em março na faixa entre 16 e 24 anos — um avanço de 8,8 pontos percentuais.
No mesmo período, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registrou uma oscilação positiva nas intenções de voto desse grupo (de 24,2% para 28,6%), mas viu a sua desaprovação disparar 14,1 pontos entre os jovens. O cenário de retração para o governo também se repetiu entre os idosos, onde a desaprovação ao petista subiu de 39,2% para 50,8%.
Para tentar reverter os índices, o Palácio do Planalto aposta em uma agenda de apelo popular. Entre as medidas citadas por assessores presidenciais estão a pressão sobre a Câmara dos Deputados para pautar o fim da escala de trabalho 6x1 e a implementação da isenção do Imposto de Renda para quem recebe até dois salários mínimos.
Propostas e Entrevista
Em entrevista ao programa Entre Aspas, da TV Metropolitana de Piracicaba, conduzida pelo jornalista Ronaldo Castilho, Renan Santos detalhou as bases de sua pré-candidatura. O presidente do Partido Missão defendeu o que chama de "renovação geracional" e apresentou propostas focadas em segurança pública e reforma administrativa.
Entre as principais bandeiras apresentadas pelo pré-candidato estão:
- Segurança: Defesa de uma "guerra ao crime organizado" com o uso de estado de defesa para retomada de territórios e endurecimento da legislação penal.
- Economia: Redução da burocracia estatal e corte de gastos considerados ineficientes para permitir a redução de impostos sem afetar programas sociais.
- Reforma Política: Substituição do modelo proporcional pelo distrital misto e mudanças no STF, criticando a concentração de poderes na Corte.
A pesquisa também indicou crescimento do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) entre os jovens, subindo de 29,4% para 37,1% no último mês. Para Renan Santos, o atual cenário de polarização entre Lula e o grupo ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro produziu "resultados ruins", posicionando o Partido Missão como uma alternativa fora dos eixos tradicionais através do chamado "Livro Amarelo", que estabelece metas de desenvolvimento para o país até 2030.
Texto e Publicação Danilo Telles/Jornalista | Grupo Metropolitana