Foto: Wagner Romano/MTV
A concessionária Eixo SP negou, em nota oficial, a existência de desnível no trecho do quilômetro 169 da Rodovia Luiz de Queiroz (SP-304), onde a jovem Giovana Bragaia Gomes, de 19 anos, morreu após uma queda de motocicleta seguida de atropelamento. A versão da empresa confronta o relatório da Artesp (Agência Reguladora de Transporte do Estado de São Paulo), que aponta uma irregularidade na pista como fator determinante para o acidente.
De acordo com a Eixo SP, o segmento está devidamente sinalizado e com faixas de tráfego demarcadas. A concessionária esclareceu que, devido às obras de construção de dois viadutos iniciadas em fevereiro, a via conta atualmente com apenas uma faixa de rolamento e não dispõe de acostamento. A previsão é que as intervenções no local sejam concluídas ainda no primeiro semestre deste ano.
A posição da concessionária rebate o depoimento do condutor da motocicleta — pai da vítima — e o que foi registrado pela fiscalização da Artesp. Segundo o relatório oficial da agência, o motociclista perdeu o controle da direção ao passar por um desnível entre a faixa de rolamento e o canteiro lateral enquanto trafegava no sentido oeste.
O documento detalha que o impacto causou o tombamento do veículo, lançando Giovana para a pista, onde ela foi atingida por uma carreta Scania 113. O óbito foi constatado no local por uma equipe do SAMU às 19h18. Enquanto o pai da jovem caiu no canteiro lateral e não teve ferimentos graves, a passageira não resistiu.
Apesar da afirmação da concessionária de que o trecho está sinalizado, motoristas que utilizam a rodovia frequentemente relatam dificuldades na região das obras, situada no distrito de Santa Terezinha. As queixas principais envolvem a precariedade da iluminação noturna e a falta de alertas adequados sobre as condições do pavimento durante as intervenções.
A Eixo SP reforçou a recomendação para que os condutores dirijam com cautela redobrada no local, evitando manobras arriscadas. O relatório da Artesp, que menciona a irregularidade na via, será anexado ao inquérito da Polícia Civil, que investiga as causas e eventuais responsabilidades pela fatalidade. Giovana foi sepultada na tarde da última terça-feira (7), no Cemitério da Vila Rezende.
Texto e Publicação Danilo Telles/Jornalista | Grupo Metropolitana