Foto: Reprodução/Redes Sociais
A Secretaria de Patrimônio da União (SPU), órgão vinculado ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), cobrou uma ação conjunta e imediata entre diferentes esferas do poder público para bloquear em definitivo o acesso à chamada "ponte do Esqueleto".
A manifestação ocorre após a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, que sofreu um acidente fatal no local durante a realização de uma atividade esportiva não autorizada. Em nota oficial, o órgão federal lamentou o ocorrido e prestou solidariedade aos familiares e amigos da jovem.
A estrutura fazia parte de um trecho de linha férrea da antiga Rede Ferroviária Federal (RFFSA) que nunca chegou a ser implantado e está situada no interior de propriedades particulares.
Segundo a secretaria, nunca houve qualquer tipo de autorização governamental para a prática de esportes ou eventos de qualquer natureza na ponte.
Embora o processo de incorporação formal da estrutura ao patrimônio da União tenha sido autorizado em 2026, a SPU informou que atua para tentar restringir o trânsito de pessoas na área há dois anos. Em 2024, após pedidos de apoio enviados a prefeituras da região, uma parceria local resultou no bloqueio da ponte por alguns meses.
O fechamento da estrutura, no entanto, gerou resistência na região. O tema chegou a ser pautado pela Comissão de Saúde, Lazer e Turismo da Câmara Municipal de Limeira, onde empresários locais defenderam e debateram a reabertura do acesso em sessão legislativa.
O impasse sobre a posse da estrutura e a demora para uma destinação final definitiva vinham estendendo a vulnerabilidade do local.
Diante do acidente recente, a SPU reiterou que é urgente a união de esforços públicos para coibir atividades ilegais na área e sinalizou que o futuro e a utilização da estrutura devem ser decididos de forma conjunta entre os municípios e a União.
Texto e Publicação Danilo Telles/Jornalista | Grupo Metropolitana