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PF MIRA SENADOR JAQUES WAGNER E O BANQUEIRO AUGUSTO LIMA EM NOVA FASE DA OPERAÇÃO COMPLIANCE ZERO

Publicada em: 18/06/2026 10:31 -

 

Foto: Agência Brasil

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (18), a 9ª fase da Operação Compliance Zero, que apura um suposto esquema de fraudes, corrupção, lavagem de dinheiro e obstrução de justiça envolvendo o Banco Master. Entre os principais alvos da ação estão o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, e o banqueiro Augusto Ferreira Lima, proprietário do Banco Pleno — instituição que teve sua liquidação decretada pelo Banco Central em fevereiro.

Ao todo, estão sendo cumpridos 18 mandados de busca e apreensão expedidos pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), nos estados da Bahia, São Paulo e no Distrito Federal. A decisão judicial também impôs medidas cautelares, como a suspensão dos passaportes dos investigados e a proibição de contato entre os envolvidos.

A investigação, iniciada a partir da análise de mensagens encontradas no celular de Augusto Lima, aponta indícios de que o senador Jaques Wagner teria atuado em favor de interesses do Banco Master no Congresso Nacional.

Entre as suspeitas estão a tramitação de uma proposta que ampliava o limite de crédito consignado e a chamada "Emenda Master".

Em contrapartida, os investigadores apuram o recebimento de vantagens indevidas pelo parlamentar, que incluiriam o uso de aeronaves, ingressos para shows, o recebimento de um imóvel e repasses financeiros via empresas de familiares que somariam R$ 3,5 milhões.

A Operação Compliance Zero investiga o Banco Master e seu presidente, Daniel Vorcaro, desde novembro de 2025.

A suspeita inicial concentrava-se na emissão de títulos de investimento sem garantias suficientes, com promessas de rentabilidade acima da média de mercado. Estima-se que o prejuízo potencial ao sistema financeiro chegue a R$ 12 bilhões.

Ao longo de suas nove fases, a apuração foi ampliada para investigar uma rede complexa de corrupção, incluindo o uso indevido de informações sigilosas, aportes financeiros controversos realizados pelo Banco de Brasília (BRB) e o envolvimento de diversos agentes públicos.

Até o momento, a assessoria do senador Jaques Wagner não se manifestou. As defesas dos demais investigados estão sendo contatadas. Todos os citados negam a prática de irregularidades.

Texto e Publicação Danilo Telles/Jornalista | Grupo Metropolitana

 

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