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Decisão foi tomada em assembleia promovida pela Apeoesp e visa pressionar o governador Tarcísio de Freitas a negociar com a categoria.
Em respostas aos ataques do governador do Estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas, aos professores da rede estadual de ensino e ao magistério paulista, a categoria aprovou a realização de greve nos próximos dias nove e 10 de abril. A decisão foi tomada em assembleia promovida pela Apeoesp na última sexta-feira, seis de março, que reuniu professores, estudantes, entidades sindicais, movimentos sociais e diversos segmentos, que se reuniram na avenida Paulista, em frente ao MASP, dando início a uma programação de luta que se estendeu até a noite, na Praça da República.
A assembleia estadual foi coordenada pela primeira presidenta da Apeoesp, a deputada estadual Professora Bebel (PT), seguida de ato e caminhada com o funcionalismo, estudantes e movimentos sociais até a Praça da República, onde se realizou o tributo à educação, ao funcionalismo e à população paulista, com apresentação do cantor Chico César.

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Na assembleia, a Professora Bebel destacou todos os ataques recentes que o governo de Tarcísio de Freitas vem desferindo contra a educação pública e contra a categoria e colocou em pauta a necessidade da greve para dar uma resposta contundente à política de desmonte da educação e dos serviços públicos, para levar o governo à negociação. Diante disso, a categoria entendeu ser necessária a deflagração de uma greve para dar resposta ao governador Tarcísio de Freitas e ao secretário estadual da Educação, Renato Feder, com a deflagração da operação denominada de “Operação Braços Cruzados”.
O calendário estabelece que no dia 9 de abril, dirigentes da Apeoesp estarão nas escolas para dialogar com os professores, estudantes, pais e mães, funcionários sobre essa campanha, e informar sobre todos os ataques do governo Tarcísio. Já no dia 10 de abril, será realizada assembleia estadual para avaliação do movimento e deliberar sobre a sua continuidade.
Bebel diz que a greve será precedida da intensificação de visitas às escolas, eleição de representantes em todas as escolas, assembleias populares, por meio dos comitês populares nas subsedes. “Nossa campanha em defesa da Educação pública, dos serviços públicos e dos direitos da população vai muito além da nossa categoria. É uma luta social e se interliga com as questões de todo o funcionalismo”, diz.

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Para isso, também estão programados a construção dos Comitês de Luta e realização da “Caravana da Educação e do Funcionalismo”, para ampliar a campanha. O lançamento dos Comitês de Luta será realizado em todas as subsedes da Apeoesp, entre os dias 16 de março e 10 de abril. “Os Comitês de Luta são fundamentais neste momento, pois nossas reivindicações específicas se combinam com as reivindicações gerais da classe trabalhadora e nosso futuro depende da disputa eleitoral deste ano no Brasil e no Estado de São Paulo.
Uma eventual reeleição do governador Tarcísio de Freitas significará um desmonte sem precedentes do Estado, dos serviços públicos e dos nossos direitos. Será um aval para a ampla privatização e militarização de todas os aspectos da Educação e demais serviços públicos. Da mesma forma, eventual vitória da extrema direita em nível nacional poderá significar um retrocesso ainda mais profundo no nosso país”, ressalta a deputada estadual Professora Bebel.
Texto: Vanderlei Zampaulo/Jornalista
Publicado por Danilo Telles/Grupo Metrpolitana