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JULGAMENTO DE PM POR MORTES EM SHOW COMEÇA EM PIRACICABA SOB FORTE EMOÇÃO E TESE DE LEGÍTIMA DEFESA

Publicada em: 11/03/2026 14:21 -

 

Foto: Danilo Telles/TV Metropolitana

Teve início na manhã desta quarta-feira (11), no Fórum de Piracicaba, o julgamento do policial militar Leandro Henrique Pereira. O réu, que estava detido no Presídio Militar Romão Gomes, responde por dois homicídios com quatro qualificadoras e três tentativas de homicídio, referentes ao tiroteio em um show sertanejo em novembro de 2022.

O Conselho de Sentença, formado por cinco homens e duas mulheres, decidirá o destino do PM após ouvir 12 testemunhas e o interrogatório do acusado. O plenário está lotado por estudantes de Direito e familiares das vítimas, que acompanham a sessão sob forte esquema de segurança.

Foto: Danilo Telles/TV Metropolitana

Familiares de Heloíse Magalhães Capatto e Leonardo Victor Cardoso estão presentes e não esconderam a dor revivida com o início do júri. Em entrevista à imprensa, Camila Alves Cardoso, irmã de Leonardo, desabafou sobre os sucessivos adiamentos que marcaram o caso:

"Toda vez que esse julgamento reaparece, a gente revive aquele dia de novo e todos os traumas voltam. Espero que hoje a gente saia daqui com um pouco de dignidade. Não vai trazer meu irmão de volta, mas esperamos que a justiça dos homens seja feita", afirmou Camila.

Foto: Danilo Telles/TV Metropolitana

A defesa de Leandro, representada pelos advogados Cláudio Dalledone, Renan Canto, Mauro Ribas e Renato Soares, aposta em tecnologia para convencer os jurados. Eles apresentaram um estudo de dinâmica de disparos em material 3D.

"Vamos comprovar que Leandro agiu em legítima defesa e que os disparos que atingiram as outras vítimas, inclusive, não são provenientes dele", declarou o advogado Renato Soares, reforçando a tese de que outro policial armado no local não foi investigado.

Já o Ministério Público, representado pelo promotor Aluísio Maciel Neto, sustenta que o PM foi o autor dos disparos fatais após um desentendimento banal (empurra-empurra) no evento.

A sessão de hoje ocorre após o processo enfrentar sete adiamentos e cancelamentos. O caso chegou ao STJ, que determinou a troca do juiz original após conflitos diretos e processos criminais entre o magistrado e os advogados de defesa, o que gerou, segundo o MP, um cenário de "insegurança jurídica".

O julgamento deve seguir ao longo de todo o dia, com a fase de oitivas das testemunhas, seguida pelo interrogatório de Leandro Henrique Pereira e os debates entre acusação e defesa.

Texto e Publicação Danilo Telles/Jornalista | Grupo Metropolitana

 

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