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JUSTIÇA MANTÉM PRESOS TRÊS INVESTIGADOS POR MORTE DE JOVEM NA PONTE DO ESQUELETO EM LIMEIRA

Publicada em: 14/06/2026 22:00 -

Foto: Reprodução/Redes Sociais

Decisão foi tomada neste domingo (14) durante audiência de custódia; Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, morreu após saltar de “rope jump” sem a corda de segurança conectada.

A Justiça de Limeira (SP) converteu em preventiva a prisão dos três homens investigados pela morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos. A jovem morreu no sábado (13) após saltar de rope jump na chamada Ponte do Esqueleto, na divisa entre Limeira e Cordeirópolis.

A decisão foi tomada neste domingo (14), durante audiência de custódia realizada por videoconferência. Com a medida, Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32 anos, Vitor de Freitas Gonçalves, de 27 anos, e Maicon Fernandes Cintra, de 42 anos, permanecerão presos por tempo indeterminado.

O juiz plantonista Paulo Henrique Stahlberg Natal manteve a tipificação de homicídio doloso na modalidade de dolo eventual — quando se assume o risco de produzir o resultado. Segundo a investigação da Polícia Civil, a vítima caiu de uma altura aproximada de 30 a 40 metros e sofreu traumatismo múltiplo. Os policiais constataram que a corda de segurança que deveria conter a queda permaneceu enrolada na estrutura e não foi conectada ao corpo da jovem. Um vídeo gravado por uma testemunha presencial confirma a queda livre.

Na decisão, o magistrado apontou que os organizadores atuavam de forma habitual, cobrando pela atividade, mas não possuíam regulamentação formal, CNPJ ou autorização municipal. Também foram citados como motivos para a manutenção da prisão indícios de que os investigados tentaram fugir do local e trocaram de roupa após o acidente, além do desaparecimento da câmera GoPro que estava com a vítima.

Em depoimento à polícia, os três instrutores afirmaram não se recordar de quem era a responsabilidade pela checagem final dos equipamentos e pela instalação da corda.

Testemunhas relataram que os procedimentos obrigatórios de segurança e dupla checagem foram ignorados antes do salto. A defesa dos investigados declarou que os três são praticantes experientes do esporte, atuam há anos na área e nunca haviam registrado ocorrências semelhantes, classificando o episódio como uma "triste fatalidade".

O juiz pontuou que, embora os suspeitos tenham residência fixa e sejam réus primários, a gravidade concreta do fato justifica a permanência na prisão. O corpo de Maria Eduarda é velado e sepultado neste domingo no Cemitério Municipal de Jandira, na Grande São Paulo.

Texo e Publicação Danilo Telles/Jornalista | Grupo Metropolitana

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