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POLÍCIA FEDERAL INVESTIGA ATAQUE HACKER AO SISTEMA DA DEFESA CIVIL APÓS DISPARO DE ALERTAS FALSOS

Publicada em: 20/06/2026 14:50 -

Foto: Divulgação

A Polícia Federal (PF) vai investigar uma invasão cibernética contra a plataforma Defesa Civil Alerta, ocorrida na madrugada deste sábado (20). O ataque hacker fez com que o sistema disparasse, de forma indevida, cerca de 10 notificações falsas em massa para telefones celulares em diversas regiões do país. Diante do incidente, o governo federal suspendeu preventivamente o funcionamento do sistema por volta de 1h30.

O secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff, confirmou que as mensagens foram emitidas remotamente por um usuário externo, sem qualquer vínculo com o Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil. De acordo com o monitoramento técnico, o primeiro disparo falso teve origem a partir do Paraná, mas o rastreio identificou que celulares em São Paulo, Mato Grosso do Sul e Brasília também foram afetados.

As notificações enviadas à população utilizaram as tecnologias Cell Broadcast e SMS na categoria de "alerta extremo". Essa modalidade é o nível mais grave do sistema, reservada apenas para desastres naturais iminentes. Por se tratar de um protocolo de urgência imediata, as mensagens foram acompanhadas por um aviso sonoro estridente, programado para soar mesmo que os aparelhos estivessem configurados no modo silencioso. O texto disparado continha apenas a palavra “misantropia”, termo que faz referência à aversão ou ao ódio à humanidade.

Após detectar o acesso irregular, a equipe de tecnologia da informação da Defesa Civil bloqueou a credencial utilizada e desativou a plataforma temporariamente. O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) acionou formalmente a Polícia Federal para apurar a autoria e a extensão do crime cibernético. Ainda não há um balanço oficial consolidado sobre o número total de aparelhos que receberam o sinal.

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) emitiu um comunicado público informando que não há motivos para preocupação por parte da população em relação ao conteúdo recebido, reforçando a natureza falsa da mensagem.

Wolff classificou o episódio como um "desserviço à nação", mas ressaltou que a dinâmica da invasão será avaliada tecnicamente para implementar melhorias e elevar os parâmetros de segurança digital da infraestrutura pública. A plataforma emergencial continuará fora do ar e só será restabelecida quando todas as barreiras de proteção forem revisadas e garantidas.

Texto e Publicação Danilo Telles/Jornalisa | Grupo Metropolitana

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